Fortnite x PUBG: o panorama dos maiores games Battle Royale da atualidade no competitivo

A febre dos Battle Royale, gênero que ficou bastante popular entre 2017 e 2018, agora ganhou de vez a cena nos palcos de eSports. Fortnite e PUBG são os dois mais populares jogos da categoria que aproveitaram o crescimento dos últimos anos para adentrarem nos eSports. Mesmo o cenário competitivo recente e ainda imaturo não impedem as desenvolvedoras Epic Games (Fortnite) e Bluehole (PUBG) de investirem milhões de dólares em premiação e em expansão ao redor do mundo.

Com a temporada 2018 completada, ambos os jogos estão presentes em praticamente todas as regiões, com ligas online e presenciais, e visam a consolidação em 2019. Veja mais sobre o cenário competitivo dos dois Battle Royale:

Fortnite – Cenário recente e muito dinheiro envolvido

A cena competitiva de Fortnite ainda caminha devagar, em comparação com a quantidade de jogadores. Apesar da explosão do jogo em 2018, a organização de campeonatos ainda necessita de mais regulamentação e padronização nos eventos, além da premiação que começou de forma tímida. Porém, nos últimos meses, a premiação tem aumentado e, junto com ela, aparecem grandes organizações que começam a apostar em equipes do game, como é o caso de Team Liquid e FaZe Clan, nos Estados Unidos, e da consagrada Virtus.pro, da Rússia. O modelo utilizado nas competições ainda não está totalmente claro, então as disputas variam de solo, duo e até mesmo squads.

A Epic Games é a principal organizadora dos campeonatos e realiza semanalmente um campeonatos online nos EUA e na Europa chamados Summer Skirmish e Fall Skirmish, sendo as duas ligas online que mais movimentam a cena competitiva do jogo. As premiações variam entre US$ 250 (R$ 980) a US$ 600 mil (R$ 2,3 milhões).

Em maio deste ano, a Epic anunciou a criação da Copa do Mundo de Fortnite, que acontecerá no fim de 2019 e reunirá jogadores de todo o planeta. A desenvolvedora também revelou um plano de investimento de US$ 100 milhões (aproxidamente R$ 392 milhões) em premiações na primeira temporada competitiva do jogo.

Em 2018, Fortnite se consolidou como o quinto jogo que mais distribuiu dinheiro nos eSports (aproximadamente US$ 20 milhões), rapidamente o colocando no mesmo patamar de jogos consolidados como DotA 2 e CS:GO.

No Brasil, grandes equipes como Team One e Black Dragons já anunciaram equipes de Fortnite. Apesar da grande quantidade de dinheiro envolvido, a cena competitiva do jogo ainda é muito recente, possibilitando que streamers e jogadores se misturem e acabem fazendo a dupla função.

PUBG – Estrutura e apostas para longo prazo

No PUBG, a cena competitiva parece um pouco mais estruturada. A PUBG Corp., responsável pelo desenvolvimento do game, divulgou em novembro deste ano a criação de um calendário com circuito fechado para 2019, incluindo a disputa de dois eventos globais (Majors) e ligas profissionais e amadoras. A lista também inclui a disputa do Mundial em novembro.

Em julho deste ano, foi realizado o PUBG Global Invitational (PGI), em Berlim, na Alemanha, uma espécie de campeonato mundial que contemplou todas as regiões do planeta em um evento de US$ 2 milhões (R$ 7,8 milhões) de premiação total. O torneio foi dividido em FPP (primeira pessoa) e TPP (terceira pessoa) e reuniu 20 times de todo o globo.

Como ponto positivo, o PUBG se mostra com uma cena mais madura e estabelecida tanto dentro como fora de jogo. Os jogadores se tornaram mais conhecidos e os times começam a definir papéis durante a partida. O formato também foi padronizado como squad (quatro jogadores) e 16 times por campeonato, ajudando o espectador a compreender e se acostumar com o jogo.

Assim como no Fortnite, grandes organizações de eSports investem bastante no PUBG, como é o caso de Team Liquid, Cloud9, Natus Vincere, Ninjas in Pyjamas, entre outras. A grande aceitação do mercado asiático também ajuda muito no crescimento do jogo. O PGI foi vencido por uma equipe coreana na modalidade TPP (Gen.G Gold) e uma chinesa levou o troféu na FPP (Oh My God).

No Brasil, organizações grandes como a FURIA, ProGaming e Black Dragons são algumas das que investem em equipes profissionais. No qualificatório da América Latina para o PGI, realizado em São Paulo, os times brasileiras não conseguiram superar a Savage, da Argentina, e os hermanos representaram a região no Mundial.

Matéria Sportv